Os membros do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) concluíram nesta terça-feira (10) o julgamento do caso Prodente, envolvendo o deputado estadual Nelson Azedo (PMDB)e o filho dele, Nelson Amazonas (PMDB) que voltou à Câmara Municipal de Manaus (CMM), após o pedido de licença de Arlindo Junior.
A Corte entendeu, por unanimidade, que pai e filho foram beneficiados por um esquema de uso indevido de verbas públicas dos gabinetes do deputado Nelson Azedo e do vereador Nelson Amazonas para pagar funcionários da Clínica Dentária Prodente em 2006. O estabelecimento prestava atendimento à população em troca de votos aos dois políticos.
Pai e filhos foram punidos ao pagamento de multas de R$ 50 mil reais (cada) e ficarão inelegíveis pelos próximos oito anos. A punição mais severa foi ao deputado estadual Nelson Azedo que teve o mandato cassado e deverá deixar à Assembléia Legislativa do Amazonas (ALE) após a publicação do acórdão da Corte no Diário Oficial. A publicação pode ser feita nesta quarta-feira com pedido de cumprimento imediato da decisão.
Deve assumir o lugar de Nelson Amazonas na ALE, o suplente Wanderley Dalas também do PMDB. O envolvimento do ex-vereador Ari Moutinho Filho, hoje membro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), no mesmo caso não foi julgado e também não tem data para ser julgado. O conselheiro do TCE é filho do ex-presidente do TRE-AM, desembargador Ari Moutinho da Costa, que está afastado da função por ordem do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Aldrin Pontes
Manoreporter