quarta-feira, 11 de agosto de 2010

TRE-AM confirma cassação de Nelson Azedo e nega de Nelson Amazonas

A decisão da corte eleitoral do Amazonas deixa inelegível os dois políticos por oito anos e ao pagamento de multa de R$ 50 mil


Os membros do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) concluíram nesta terça-feira (10) o julgamento do caso Prodente, envolvendo o deputado estadual Nelson Azedo (PMDB)e o filho dele, Nelson Amazonas (PMDB) que voltou à Câmara Municipal de Manaus (CMM), após o pedido de licença de Arlindo Junior.

A Corte entendeu, por unanimidade, que pai e filho foram beneficiados por um esquema de uso indevido de verbas públicas dos gabinetes do deputado Nelson Azedo e do vereador Nelson Amazonas para pagar funcionários da Clínica Dentária Prodente em 2006. O estabelecimento prestava atendimento à população em troca de votos aos dois políticos.

Pai e filhos foram punidos ao pagamento de multas de R$ 50 mil reais (cada) e ficarão inelegíveis pelos próximos oito anos. A punição mais severa foi ao deputado estadual Nelson Azedo que teve o mandato cassado e deverá deixar à Assembléia Legislativa do Amazonas (ALE) após a publicação do acórdão da Corte no Diário Oficial. A publicação pode ser feita nesta quarta-feira com pedido de cumprimento imediato da decisão.

Deve assumir o lugar de Nelson Amazonas na ALE, o suplente Wanderley Dalas também do PMDB. O envolvimento do ex-vereador Ari Moutinho Filho, hoje membro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), no mesmo caso não foi julgado e também não tem data para ser julgado. O conselheiro do TCE é filho do ex-presidente do TRE-AM, desembargador Ari Moutinho da Costa, que está afastado da função por ordem do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Aldrin Pontes
Manoreporter