Sindicato dos Médicos afirma que a categotia pode abandonar os planos de saúde que atendem os usuários
O Sindicato dos Médicos do Estado do Amazonas (Simeam) divulgou em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (16) que a categoria ameaça abandonar os planos de saúde que atendem a população do Amazonas. De acordo com o Simeam, os médicos estão insatisfeitos com os valores pagos por consulta que segundo a categoria está sem reajuste há quase 20 anos.
"Nossa intenção é denunciar e forçar os planos de saúde a cumprir o repasse dos valores cobrados e acertados que temos direito. Nos estados de Pernambuco e Goiás a coisa já evoluiu, e aqui no Amazonas temos que correr atrás do prejuízo", afirmou o médico cirurgião, Rogério Lima.
A partir de agora se não houver uma negociação com as operadoras de planos de saúde, a solução para os médicos será do descredenciamento em massa e quem vai sair no prejuízo será a população que a vai ficar sem opção de profissionais e terá dificuldade para encontrar um especialista cadastrado e que atenda seu plano de saúde.
Conforme informações de Rogério Lima, a Associação Médica Brasileira (AMB) não tem reajuste desde ano 1992, com isso são 18 anos praticando os mesmos valores. Os médicos querem uma equivalência de procedimentos entre as tabelas AMB 92 (defasada) e a CBHPM 2003 (aceita pelos médicos) para uso em todo o sistema nacional.
Com vigência desde 1° de abril do ano passado ainda existem procedimentos das tabelas AMB sem correspondência na CBHPM, assim como vários procedimentos das tabelas AMB foram desdobrados na CBHPM. A equivalência entre os procedimentos ainda não é definitivo e essa definição que a classe exige. Segundo os médicos a população também sairia ganhando ao pagar seu plano de saúde e vai ter os profissionais a sua disposição.