quinta-feira, 22 de julho de 2010

Presidente do TSE afirma que apoia luta de servidores por melhores salários

Em visita ao Amazonas, Ricardo Lewandowski recebeu uma carta manifesto dos servidores com aproximadamente 300 assinaturas

A manifestação realizada na tarde desta quinta-feira (22) pelos servidores da justiça
trabalhista, eleitoral e federal, terminou com uma vitória para a categoria. Eles conseguiram entregar uma carta-manifesto ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, e conseguiram conquistar o apóio do presidente para intermediar as negociações com a equipe do Ministério do Planejamento em Brasília.

A manifestação começou por volta das 13h30 com várias reclamações dos presidentes dos sindicatos que representam os servidores no Amazonas,
Luis Cláudio Corrêa do Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho no Amazonas e Roraima (Sitra-AM/RR), que liderou o movimento e Elongio Moreira dos Santos Júnior do Sindicato dos Trabalhadores da Justiça Eleitoral do Amazona (Sinjeam).

A principal reclamação era sobre a falta de resposta pelo Cerimonial do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) que não teria respondido ao pedido da categoria sobre uma audiência com o ministro.


O movimento grevista já dura mais de 70 dias no Amazonas e é motivado pela falta de negociação entre o governo federal e o sindicato nacional dos servidores do Poder Judiciário que reivindicam reajuste salarial de 30%. De acordo com os manifestantes, os salários de todos os servidores está sem reajuste há mais de cinco anos e causa descontentamento entre os servidores.

Após atraso em mais de 1h, o presidente do TSE chegou a sede do TRE-AM e foi ao encontro dos manifestantes. Na ocasião, o ministro Ricardo Lewandowski recebeu o documento dos servidores e disse que apóia o movimento paredista da categoria que no momento está suspenso. A categoria cobra mais agilidade na apreciação do PL 6613 que há oito meses tramita no Congresso Nacional.


"Eu quero dizer a todos que nós estamos apoiando totalmente a aprovação deste Projeto de Lei, que é o projeto de Plano, Carreiras e Salários elaborado em novembro de 2009, quando enviamos ao Congresso Nacional. Entendemos que é uma reivindicação justa porque nós estamos perdendo funcionários para os poderes Legislativo e Executivo que têm maiores vencimentos", destacou Lewandowski.

O documento entregue pelos sindicatos foi assinado por aproximadamente 300 servidores. Caso não haja resposta para aprovação da proposta este ano, os servidores ameaçam greve nacional de 100% de todos os serviços a partir do dia 4 de agosto.

"Nós vamos ter uma reunião em Brasília com todos os representantes dos sindicatos onde vai ser decidido o apagão no Poder Judiciário e caso não haja previsão para apreciação do PL no congresso Nacional, todos os servidores vão paralisar as atividades em protesto ao descaso que as autoridades estão tendo com nossas reivindicações", destacou
Luis Cláudio Corrêa, presidente do Sitra-AM/RR.

Em entrevista coletiva no auditório do TRE-AM o presidente do TSE negou que possa acontecer uma paralisação geral dos servidores. "Não há ameaça neste sentido e eu já me coloquei a disposição por todos os estados que passei a ajudar nas negociações em Brasília", afirmou Lewandowski.











O presidente do TSE veio à capital amazonense para acompanhar os testes do sistema de trasmissão do TRE-AM que vai ser realizado na manhã desta sexta-feira (23) na comunidade rural do município de Iranduba. O local escolhido é a escola Nossa Senhora de Aparecida
, localizada no Lago Catalão, que fica próximo ao Encontro das Águas, dos rios Negro e Solimões. O ministro sairá do Comando do 9º Distrito Naval, na baia do Rio Negro (Península de São Vicente) e seguirá até o local do teste em uma lancha voadeira.

"Primeiramente pensamos sair de uma voadeira no Encontro das Águas e seguir para o local escolhido. Mas no Distrito Naval a infra-estrutura é bem melhor", disse a presidente do TRE, desembargadora Maria das Graças, observando que o teste de transmissão de dados, mais de dois meses antes da eleição, visa "dar segurança e rapidez na apuração dos votos".